Economista alerta para dívidas de fim de ano

O fim do ano é marcado por datas festivas, férias, gastos com presentes, pagamentos de contas e, muitas vezes, viagens. Para o consumidor menos cuidadoso, essa é uma época de bastante dor de cabeça, pois ele acaba perdendo o controle do seu orçamento, deixando todo seu dinheiro comprometido e criando novas dívidas.

A maioria dos brasileiros deixa as compras de Natal para última hora, na espera do 13º salário. Há também aqueles que já estão com esta renda extra comprometida para o pagamento de dívidas, o jeito é, então, parcelar as compras natalinas no cartão de crédito, criando dívidas novas.

O economista ainda enfatiza: “o fim de ano é uma época característica de gastos, e o planejamento financeiro ao longo do ano todo é necessário para que dívidas sejam evitadas. O brasileiro tem que aprender a ser poupador, a compatibilizar a renda com o padrão de vida, evitar exageros e gastos desnecessários. Para tudo existe uma opção mais barata. O 13º salário não deve ser usado somente para pagamentos de dívidas ou presentes de natal, mas também para ser poupado”.

Pesquisa

O endividamento no fim do ano é uma ação comum e preocupante financeiramente, pois os consumidores se esquecem que a prestação que cabe no bolso hoje pode desequilibrar as finanças domésticas quando vierem os gastos habituais de início de ano, como IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), material escolar e matrícula dos filhos na escola.

Uma pesquisa realizada no ano passado pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) apontou que 62% dos brasileiros usam os recursos do 13º salário neste ano com esse objetivo, enquanto 14% destinam parte dos recursos para a compra de presentes e apenas 12% citam que guardam dinheiro para as despesas de início de ano e outros se dividem entre poupar, reformar a residência e outras destinações.

A aposentada Elisabeth Corrêa, de 56 anos, está no grupo dos que destinam o 13º para o pagamento de dívidas. “Ele já está todo comprometido. Vou usar o cartão de crédito para fazer as compras de Natal, dependendo do valor eu irei parcelar. Este ano está apertado, provavelmente só os meus netos ganharão presente”, conta Elisabeth.

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